Programa Antitabagismo: SEMEIE ESTA IDÉIA, A ESCOLHA É SUA!
Para criar um ambiente livre do tabaco na sua empresa.
O Tabagismo:
* É considerado pela Organização Mundial de Saúde, a principal causa de morte evitável em todo mundo.
* Antes visto como estilo de vida e hoje reconhecido como uma dependência química expõe as pessoas a inúmeras substâncias tóxicas. (fonte: ministério da saúde)
O Grupo Psicon Implanta o Programa Antitabagismo para apoiar a seus colaboradores o abandono do uso do tabaco.
Objetivo deste Programa:
Promover o apoio necessário a cessação do uso do tabaco e com isto auxiliar a empresa a obter um ambiente saudável e reduzir a morbimortalidade por doenças relacionadas pelo uso do tabaco.
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Metodologia:
Utilizamos como linha de trabalho nos atendimentos individuais e em grupo, através de técnicas da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC).
Através dos encontros individuais podemos trabalhar as questões pessoais que possam dificultar a cessação do tabaco e os encontros grupais proporcionam a troca de experiências
e as orientações para o incentivo das mudança de hábitos e a conscientização dos malefícios do vício.
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Estratégia:
* Palestra informativa
* 12 encontros divididos entre grupais e individuais.
Contatos:
55 11 2865-4845//5182-4544/9129-6351
ligabue@grupopsicon.com.br
www.grupopsicon.com.br
SEMEIE ESTA IDÉIA, A ESCOLHA É SUA! 55 11 2865-4845// 9129-6351//5182-4544 ligabue@grupopsicon.com.br
sábado, 14 de agosto de 2010
Diabetes e cigarro: uma dupla que não combina
Parar de fumar faz bem a qualquer pessoa, em qualquer momento. Mas existem sempre aqueles que se beneficiam ainda mais ao abandonar o tabagismo. E sem dúvida, os diabéticos se encaixam muito bem neste perfil.
Os diabéticos em geral preocupam-se muito com alimentação saudável, prática de exercícios e acabam esquecendo o vício do cigarro. Pensando desta forma, não se dão conta dos benefícios adicionais que poderão conquistar ao abandonarem o hábito tabágico.
1 - Parar de fumar diminui a deposição de colesterol nos vasos e contribui para a boa evolução do diabetes.
2 - Diabéticos fumantes têm maior chance de desenvolver doença renal diabética.
3 - Parar de fumar melhora a cicatrização dos tecidos, fator este muito importante na doença diabética.
4 - Poucas semanas após a interrupção do tabagismo há melhora da circulação nas extremidades, como pés e mãos.
5 - A interrupção do tabagismo leva ao melhor controle da pressão arterial, outro fator que contribui na boa evolução do diabetes.
6 - O cigarro diminui o apetite, além de piorar o olfato e paladar, podendo interferir no controle adequado da alimentação.
Além dos ganhos físicos citados acima, é importante lembrar que a interrupção do tabagismo melhora a auto-estima e traz motivação para enfrentar novos desafios. Portanto, diabéticos de todo o Brasil, uni-vos no combate ao tabaco. Parem de fumar agora e desfrutem de uma vida boa sem espaço para o cigarro.
Camille Rodrigues da Silva - Pneumologista, autora do livro "Apague o Cigarro de Sua Vida
Fonte:DIABETENET
Os diabéticos em geral preocupam-se muito com alimentação saudável, prática de exercícios e acabam esquecendo o vício do cigarro. Pensando desta forma, não se dão conta dos benefícios adicionais que poderão conquistar ao abandonarem o hábito tabágico.
1 - Parar de fumar diminui a deposição de colesterol nos vasos e contribui para a boa evolução do diabetes.
2 - Diabéticos fumantes têm maior chance de desenvolver doença renal diabética.
3 - Parar de fumar melhora a cicatrização dos tecidos, fator este muito importante na doença diabética.
4 - Poucas semanas após a interrupção do tabagismo há melhora da circulação nas extremidades, como pés e mãos.
5 - A interrupção do tabagismo leva ao melhor controle da pressão arterial, outro fator que contribui na boa evolução do diabetes.
6 - O cigarro diminui o apetite, além de piorar o olfato e paladar, podendo interferir no controle adequado da alimentação.
Além dos ganhos físicos citados acima, é importante lembrar que a interrupção do tabagismo melhora a auto-estima e traz motivação para enfrentar novos desafios. Portanto, diabéticos de todo o Brasil, uni-vos no combate ao tabaco. Parem de fumar agora e desfrutem de uma vida boa sem espaço para o cigarro.
Camille Rodrigues da Silva - Pneumologista, autora do livro "Apague o Cigarro de Sua Vida
Fonte:DIABETENET
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Vacina pode ajudar a parar de fumar
Pesquisadores americanos vão começar testes de droga que bloqueia a sensação de prazer do fumante com a nicotina.
Cientistas dos Estados Unidos vão começar os ensaios clínicos da primeira vacina para ajudar as pessoas a parar de fumar e evitar que depois elas voltem ao vício. A vacina atua bloqueando a sensação de prazer produzida pela nicotina no fumante. É a primeira vez que se adota este enfoque no combate ao tabagismo. Todos os tratamentos convencionais até hoje, como o chiclete de nicotina, tinham como objetivo fazer com que os fumantes largassem aos poucos o cigarro. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que comemora na segunda-feira, 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco, o tabagismo é a segunda causa de morte em todo o mundo, depois da hipertensão.
Os ensaios clínicos da nova vacina, chamada NicVax, serão feitos por médicos da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, em 25 clínicas americanas. “O uso da vacina para tratar a dependência à nicotina é um dos enfoques mais inovadores que já foram feitos para combater o vício”, disse o professor Jonathan Henry, que está conduzindo os testes. “Temos muitas esperanças de que esta estratégia ajudará os fumadores a abandonarem o vício”, declara.
Quando a nicotina entra na corrente sanguínea, cruza rapidamente a barreira entre os vasos e o encéfalo (a chamada barreira hematoencefálica, cuja função é impedir que as substâncias tóxicas a atravessem) e fica presa aos receptores de nicotina no cérebro. Isso provoca a liberação de substâncias estimulantes como a dopamina, que proporcionam ao fumante a sensação prazerosa que leva ao vício.
A nova vacina estimula o sistema imunológico para que ele produza anticorpos que aderem à nicotina criando uma substância grande demais para atravessar a barreira hematoencefálica. Assim, impedem que a nicotina cause a sensação de prazer. As primeiras fases dos ensaios clínicos mostraram que a vacina é capaz de criar este mecanismo e como os anticorpos permanecem no organismo por períodos mais longos, evita a retomada do vício.
A reincidência é um dos maiores problemas para se superar nos tratamentos atuais contra o tabagismo. Estudos comprovam que as taxas de retomada depois que um fumante larga o cigarro podem chegar a 90%. Os cientistas disseram que os ensaios clínicos serão feitos com cerca de mil indivíduos. Os participantes tomarão a vacina várias vezes durante 12 meses. Os resultados finais são esperados para 2012. E, caso haja êxito, a vacina chegará logo depois ao mercado.
Estado de Minas -
Publicação: 29/05/2010 07:09
Fonte:uai-Ciência e Tecnologia
Cientistas dos Estados Unidos vão começar os ensaios clínicos da primeira vacina para ajudar as pessoas a parar de fumar e evitar que depois elas voltem ao vício. A vacina atua bloqueando a sensação de prazer produzida pela nicotina no fumante. É a primeira vez que se adota este enfoque no combate ao tabagismo. Todos os tratamentos convencionais até hoje, como o chiclete de nicotina, tinham como objetivo fazer com que os fumantes largassem aos poucos o cigarro. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que comemora na segunda-feira, 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco, o tabagismo é a segunda causa de morte em todo o mundo, depois da hipertensão.
Os ensaios clínicos da nova vacina, chamada NicVax, serão feitos por médicos da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, em 25 clínicas americanas. “O uso da vacina para tratar a dependência à nicotina é um dos enfoques mais inovadores que já foram feitos para combater o vício”, disse o professor Jonathan Henry, que está conduzindo os testes. “Temos muitas esperanças de que esta estratégia ajudará os fumadores a abandonarem o vício”, declara.
Quando a nicotina entra na corrente sanguínea, cruza rapidamente a barreira entre os vasos e o encéfalo (a chamada barreira hematoencefálica, cuja função é impedir que as substâncias tóxicas a atravessem) e fica presa aos receptores de nicotina no cérebro. Isso provoca a liberação de substâncias estimulantes como a dopamina, que proporcionam ao fumante a sensação prazerosa que leva ao vício.
A nova vacina estimula o sistema imunológico para que ele produza anticorpos que aderem à nicotina criando uma substância grande demais para atravessar a barreira hematoencefálica. Assim, impedem que a nicotina cause a sensação de prazer. As primeiras fases dos ensaios clínicos mostraram que a vacina é capaz de criar este mecanismo e como os anticorpos permanecem no organismo por períodos mais longos, evita a retomada do vício.
A reincidência é um dos maiores problemas para se superar nos tratamentos atuais contra o tabagismo. Estudos comprovam que as taxas de retomada depois que um fumante larga o cigarro podem chegar a 90%. Os cientistas disseram que os ensaios clínicos serão feitos com cerca de mil indivíduos. Os participantes tomarão a vacina várias vezes durante 12 meses. Os resultados finais são esperados para 2012. E, caso haja êxito, a vacina chegará logo depois ao mercado.
Estado de Minas -
Publicação: 29/05/2010 07:09
Fonte:uai-Ciência e Tecnologia
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Cigarro: um problema de saúde pública.
Há pelo menos dez mil anos antes de Cristo, índios da América Central já utilizavam o tabaco em forma de cigarro em rituais religiosos. Já em nosso país, relatos mais antigos apontam que, em 1556, o capelão da primeira expedição francesa ao nosso país observou esta prática entre os tupinambás.
O cigarro começou a ser fabricado a partir de 1840 e, quarenta anos depois, foi criada uma máquina capaz de enrolar um grande número de cigarros por minuto, propiciando a sua popularização. Apesar de visível, o fato de que este provoca dependência e seu uso pode desencadear em uma gama de doenças foi reconhecido somente em meados do século vinte.
Atualmente, são aproximadamente 1,2 bilhão de fumantes em todo o mundo, sendo que 38 milhões destes vivem no Brasil.
Uma das mais de 4500 substâncias que um único cigarro contém – a nicotina – interage com receptores neurais, que liberam substâncias como a dopamina, acetilcolina, serotonina e betaendorfina, conferindo uma sensação de prazer imediata.
Mais viciante que drogas como o álcool, cocaína, crack e morfina; a nicotina atinge o cérebro em até vinte segundos: tempo bem mais rápido que o princípio ativo de qualquer outra destas drogas. Assim, a probabilidade de um indivíduo se tornar dependente da nicotina é muito alta, com crise de abstinência bastante incômoda, que geralmente se inicia minutos depois do último trago, sendo as grandes responsáveis pela dificuldade de um fumante em interromper o uso do cigarro. Esta situação é tão séria, e triste, que não é raro vermos pacientes fumantes em estágio terminal, implorando desesperadamente por mais um trago.
Gás carbônico, monóxido de carbono, amônia, benzeno, tolueno, alcatrão, ácido fórmico, ácido acético, chumbo, cádmio, zinco, níquel dentre muitas outras substâncias são encontradas no cigarro. Estas são responsáveis pelo aumento dos riscos que estes indivíduos têm de desenvolver problemas de saúde como cânceres, doenças coronarianas, má circulação sanguínea, enfisema pulmonar, bronquite crônica, derrames cerebrais, úlceras, osteoporose, impotência, catarata.
Como algumas destas são liberadas no ar, juntamente com a fumaça, pessoas que convivem com fumantes estão também sujeitas. Há também a tromboangeíte obliterante, doença de ocorrência única entre fumantes, e que obstrui as artérias das extremidades e provoca necrose dos tecidos.
Além disso, o cigarro é considerado o maior poluente de ambientes domiciliares; é responsável pela derrubada de árvores e queimadas em prol do plantio do fumo e fabricação de lenha para abastecimento de fornalhas para o ressecamento das folhas; contamina os solos pelo uso de agrotóxicos; e é o causador de inúmeras queimadas, graças ao descarte indevido de suas bitucas.
Diante destes fatos, não é de se admirar que o cigarro seja considerado um dos maiores problemas de saúde pública (e ambiental) que nossa sociedade enfrenta na atualidade.
Fonte: Equipe Brasil Escola
O cigarro começou a ser fabricado a partir de 1840 e, quarenta anos depois, foi criada uma máquina capaz de enrolar um grande número de cigarros por minuto, propiciando a sua popularização. Apesar de visível, o fato de que este provoca dependência e seu uso pode desencadear em uma gama de doenças foi reconhecido somente em meados do século vinte.
Atualmente, são aproximadamente 1,2 bilhão de fumantes em todo o mundo, sendo que 38 milhões destes vivem no Brasil.
Uma das mais de 4500 substâncias que um único cigarro contém – a nicotina – interage com receptores neurais, que liberam substâncias como a dopamina, acetilcolina, serotonina e betaendorfina, conferindo uma sensação de prazer imediata.
Mais viciante que drogas como o álcool, cocaína, crack e morfina; a nicotina atinge o cérebro em até vinte segundos: tempo bem mais rápido que o princípio ativo de qualquer outra destas drogas. Assim, a probabilidade de um indivíduo se tornar dependente da nicotina é muito alta, com crise de abstinência bastante incômoda, que geralmente se inicia minutos depois do último trago, sendo as grandes responsáveis pela dificuldade de um fumante em interromper o uso do cigarro. Esta situação é tão séria, e triste, que não é raro vermos pacientes fumantes em estágio terminal, implorando desesperadamente por mais um trago.
Gás carbônico, monóxido de carbono, amônia, benzeno, tolueno, alcatrão, ácido fórmico, ácido acético, chumbo, cádmio, zinco, níquel dentre muitas outras substâncias são encontradas no cigarro. Estas são responsáveis pelo aumento dos riscos que estes indivíduos têm de desenvolver problemas de saúde como cânceres, doenças coronarianas, má circulação sanguínea, enfisema pulmonar, bronquite crônica, derrames cerebrais, úlceras, osteoporose, impotência, catarata.
Como algumas destas são liberadas no ar, juntamente com a fumaça, pessoas que convivem com fumantes estão também sujeitas. Há também a tromboangeíte obliterante, doença de ocorrência única entre fumantes, e que obstrui as artérias das extremidades e provoca necrose dos tecidos.
Além disso, o cigarro é considerado o maior poluente de ambientes domiciliares; é responsável pela derrubada de árvores e queimadas em prol do plantio do fumo e fabricação de lenha para abastecimento de fornalhas para o ressecamento das folhas; contamina os solos pelo uso de agrotóxicos; e é o causador de inúmeras queimadas, graças ao descarte indevido de suas bitucas.
Diante destes fatos, não é de se admirar que o cigarro seja considerado um dos maiores problemas de saúde pública (e ambiental) que nossa sociedade enfrenta na atualidade.
Fonte: Equipe Brasil Escola
quinta-feira, 1 de julho de 2010
A crise de abstinência de nicotina
Tinha até esquecido o quanto sofre o fumante para largar do cigarro. Parei há 23 anos e já não me lembrava das agruras pelas quais passei até ficar livre da dependência de nicotina que me escravizou durante 19 anos. Ao gravar uma série para a TV com seis personagens que pararam de fumar num mesmo dia, no entanto, revivi meu sofrimento e pude observar as dificuldades dos dependentes diante da crise de abstinência de nicotina.
O cigarro nada mais é do que um dispositivo para administrar droga. A nicotina inalada com a fumaça é rapidamente absorvida pelos alvéolos pulmonares, cai na circulação e chega ao cérebro num intervalo de seis a dez segundos. Inalada, chega mais depressa do que se tivesse sido injetada na veia, porque não perde tempo na circulação venosa. A velocidade com que a droga chega ao sistema nervoso central explica por que a primeira tragada traz alívio imediato ao fumante aflito.
No tecido cerebral, a nicotina se liga a receptores localizados nas membranas dos neurônios localizados em vários centros cerebrais. A integração desses circuitos é responsável pela sensação de prazer que os dependentes referem sentir ao fumar - e que os não-fumantes são incapazes de entender.
A droga é de excreção rápida. Sua meia-vida é curta: duas horas, em média. Isto é, metade da dose fumada é eliminada da circulação em duas horas. Por razões genéticas, essa velocidade de excreção varia de um fumante para outro; os que eliminam a droga mais depressa tendem a fumar mais. Grande parte dos que fumam dois ou três maços por dia é constituída por metabolizadores rápidos de nicotina.
A presença de outras drogas na circulação pode alterar a velocidade de excreção. É o caso do álcool, substância na qual a nicotina se dissolve com muita facilidade. Como o álcool é diurético, ao beber, o fumante excreta rapidamente na urina a nicotina nele dissolvida. A queda da concentração da droga no sangue desencadeia o desejo irresistível de fumar.
Viciados em nicotina, os neurônios do centro que integra as sensações de prazer, ao sentirem seus receptores vazios dela, estimulam outros circuitos de neurônios, que convergem para o chamado centro da busca. Esse centro é responsável por induzir alterações comportamentais com a intenção de nos obrigar a repetir ações que anteriormente nos trouxeram prazer: sexo, comida, temperatura agradável para o corpo, etc.
Uma vez que os centros do prazer ativam o centro da busca, este não pode ser mais desativado. O centro da busca permanecerá ativado mesmo que o prazer responsável por sua ativação deixe de existir. Por isso o fumante se surpreende ao acender um cigarro no toco do outro, o usuário de cocaína continua cheirando apesar do delírio persecutório que experimenta toda vez que usa a droga, e o jogador compulsivo é capaz de perder a casa da família em cima do pano verde.
Informados da falta de nicotina, os neurônios do centro da busca lançam mão de sua mais poderosa arma de persuasão comportamental: a ansiedade crescente. Tomado pela vontade de fumar, o fumante perde a tranqüilidade, fica agitado, nervoso e não consegue se concentrar em mais nada. Para ele, não existe felicidade possível sem o cigarro.
Como a nicotina é droga de excreção rápida, essas crises de ansiedade se repetem muitas vezes por dia. Para evitá-las, o fumante vive com o maço ao alcance da mão para acender um cigarro assim que surgirem os primeiros sinais, porque sabe que a intensidade dos sintomas da crise é crescente, insuportável. O cérebro aprende, então, que ansiedade e nicotina estão indissoluvelmente ligadas. Daí em diante, todo acontecimento que provocar ansiedade será interpretado por ele como resultante da ausência de nicotina. Por isso os fumantes levam imediatamente um cigarro à boca ao menor sinal de ansiedade ou diante da emoção mais rotineira. Por isso dizem que o cigarro os acalma.
O curto-circuito de prazer que a nicotina arma entre os neurônios provoca uma dependência química de forte intensidade, enfermidade cerebral crônica e recidivante. Para tratá-la, é preciso ensinar o cérebro novamente a funcionar como fazia antes de entrar em contato com a droga. Tal empreitada significa enfrentar a abstinência de nicotina, que se manifesta em crises repetitivas, muito mais intensas, desagradáveis e difíceis de suportar do que aquelas provocadas por drogas como cocaína, crack, maconha, ou álcool.
Os primeiros dois dias sem fumar são os piores. As crises se sucedem uma atrás da outra até atingirem freqüência e duração máximas em 48 horas. Nesse período, as manifestações incluem irritação, ansiedade, tremores, sudorese fria nas mãos, fome compulsiva, modificação do hábito intestinal, alterações da arquitetura do sono (insônia ou hipersônia), dificuldade extrema de concentração e alternância de episódios de apatia com outros de agressividade comportamental.
A partir do terceiro dia, a freqüência das crises e a intensidade dos sintomas começam a diminuir gradativamente, dia após dia. À medida que as semanas se sucedem, o desejo de fumar continua a manifestar-se, mas vai embora cada vez mais depressa.
Em média, seis meses depois de parar de fumar, a maioria dos ex-fumantes já consegue passar um ou outro dia sem se lembrar da existência do cigarro. Os neurônios começam a ficar livres da dependência que os sucessivos impactos diários de nicotina causaram em seus circuitos. É a liberdade do cérebro, que, para ser mantida, exige o preço da eterna vigilância, porque a doença é traiçoeira, crônica e recidivante.
Fonte: Drauzio Varella
O cigarro nada mais é do que um dispositivo para administrar droga. A nicotina inalada com a fumaça é rapidamente absorvida pelos alvéolos pulmonares, cai na circulação e chega ao cérebro num intervalo de seis a dez segundos. Inalada, chega mais depressa do que se tivesse sido injetada na veia, porque não perde tempo na circulação venosa. A velocidade com que a droga chega ao sistema nervoso central explica por que a primeira tragada traz alívio imediato ao fumante aflito.
No tecido cerebral, a nicotina se liga a receptores localizados nas membranas dos neurônios localizados em vários centros cerebrais. A integração desses circuitos é responsável pela sensação de prazer que os dependentes referem sentir ao fumar - e que os não-fumantes são incapazes de entender.
A droga é de excreção rápida. Sua meia-vida é curta: duas horas, em média. Isto é, metade da dose fumada é eliminada da circulação em duas horas. Por razões genéticas, essa velocidade de excreção varia de um fumante para outro; os que eliminam a droga mais depressa tendem a fumar mais. Grande parte dos que fumam dois ou três maços por dia é constituída por metabolizadores rápidos de nicotina.
A presença de outras drogas na circulação pode alterar a velocidade de excreção. É o caso do álcool, substância na qual a nicotina se dissolve com muita facilidade. Como o álcool é diurético, ao beber, o fumante excreta rapidamente na urina a nicotina nele dissolvida. A queda da concentração da droga no sangue desencadeia o desejo irresistível de fumar.
Viciados em nicotina, os neurônios do centro que integra as sensações de prazer, ao sentirem seus receptores vazios dela, estimulam outros circuitos de neurônios, que convergem para o chamado centro da busca. Esse centro é responsável por induzir alterações comportamentais com a intenção de nos obrigar a repetir ações que anteriormente nos trouxeram prazer: sexo, comida, temperatura agradável para o corpo, etc.
Uma vez que os centros do prazer ativam o centro da busca, este não pode ser mais desativado. O centro da busca permanecerá ativado mesmo que o prazer responsável por sua ativação deixe de existir. Por isso o fumante se surpreende ao acender um cigarro no toco do outro, o usuário de cocaína continua cheirando apesar do delírio persecutório que experimenta toda vez que usa a droga, e o jogador compulsivo é capaz de perder a casa da família em cima do pano verde.
Informados da falta de nicotina, os neurônios do centro da busca lançam mão de sua mais poderosa arma de persuasão comportamental: a ansiedade crescente. Tomado pela vontade de fumar, o fumante perde a tranqüilidade, fica agitado, nervoso e não consegue se concentrar em mais nada. Para ele, não existe felicidade possível sem o cigarro.
Como a nicotina é droga de excreção rápida, essas crises de ansiedade se repetem muitas vezes por dia. Para evitá-las, o fumante vive com o maço ao alcance da mão para acender um cigarro assim que surgirem os primeiros sinais, porque sabe que a intensidade dos sintomas da crise é crescente, insuportável. O cérebro aprende, então, que ansiedade e nicotina estão indissoluvelmente ligadas. Daí em diante, todo acontecimento que provocar ansiedade será interpretado por ele como resultante da ausência de nicotina. Por isso os fumantes levam imediatamente um cigarro à boca ao menor sinal de ansiedade ou diante da emoção mais rotineira. Por isso dizem que o cigarro os acalma.
O curto-circuito de prazer que a nicotina arma entre os neurônios provoca uma dependência química de forte intensidade, enfermidade cerebral crônica e recidivante. Para tratá-la, é preciso ensinar o cérebro novamente a funcionar como fazia antes de entrar em contato com a droga. Tal empreitada significa enfrentar a abstinência de nicotina, que se manifesta em crises repetitivas, muito mais intensas, desagradáveis e difíceis de suportar do que aquelas provocadas por drogas como cocaína, crack, maconha, ou álcool.
Os primeiros dois dias sem fumar são os piores. As crises se sucedem uma atrás da outra até atingirem freqüência e duração máximas em 48 horas. Nesse período, as manifestações incluem irritação, ansiedade, tremores, sudorese fria nas mãos, fome compulsiva, modificação do hábito intestinal, alterações da arquitetura do sono (insônia ou hipersônia), dificuldade extrema de concentração e alternância de episódios de apatia com outros de agressividade comportamental.
A partir do terceiro dia, a freqüência das crises e a intensidade dos sintomas começam a diminuir gradativamente, dia após dia. À medida que as semanas se sucedem, o desejo de fumar continua a manifestar-se, mas vai embora cada vez mais depressa.
Em média, seis meses depois de parar de fumar, a maioria dos ex-fumantes já consegue passar um ou outro dia sem se lembrar da existência do cigarro. Os neurônios começam a ficar livres da dependência que os sucessivos impactos diários de nicotina causaram em seus circuitos. É a liberdade do cérebro, que, para ser mantida, exige o preço da eterna vigilância, porque a doença é traiçoeira, crônica e recidivante.
Fonte: Drauzio Varella
terça-feira, 22 de junho de 2010
Papel do pai nos defeitos congênitos
Muito já foi escrito sobre como a mãe contribui para os defeitos congênitos do filho, seja por alimentação errada, fumo, bebidas ou drogas. Agora, os cientistas estão estudando o papel do pai. O fundamento é simples: defeitos congênitos resultam de óvulos ou espermatozóides danificados antes da fertilização. As futuras mães sempre foram avisadas que, fumando durante a gravidez, correm maior risco de ter um bebê com baixo peso. As advertências impressas nos maços de cigarros não mencionam que pais fumantes também podem ser a causa do baixo peso no recém-nascido. Um subproduto da nicotina no sêmen de fumantes talvez explique por que os fumantes geram filhos de peso baixo ao nascer. Além disso, existe a influência do fumar passivo, isto é, a fumaça de cigarro do marido respirada pela esposa grávida.
Um estudo realizado na Universidade de Boston mostrou que ratos machos — expostos ao óxido nitroso antes do acasalamento — produziam crias de menor peso e desenvolvimento mais lento do que as crias de machos não expostos ao gás.
Outra pesquisa, na Universidade de Maryland, revelou que ratos machos — expostos a níveis mínimos de chumbo — produzem crias com graves alterações no desenvolvimento cerebral. O mesmo estudo mostrou que crias de machos expostos à morfina tinham mais dificuldade em aprender.
Doses baixas cumulativas de radiação também podem provocar danos. Uma pesquisa realizada na Inglaterra constatou que os filhos dos operários da usina nuclear de Sellafield eram 8 vezes mais propensos a contrair leucemia do que as crianças cujos pais não trabalhavam na usina.
Os cientistas não sabem explicar todos os mecanismos que prejudicam os espermatozóides. Segundo uma das teorias, o sêmen, por sofrer divisões antes da ejaculação, é especialmente vulnerável à ação de produtos químicos e à radiação. O material genético contido nos espermatozóides pode ser prejudicado. Segundo outra teoria, produtos químicos tóxicos no sêmen podem passar diretamente para a mulher e prejudicar o óvulo ou o aparelho reprodutor.
Quaisquer que sejam os mecanismos, há provas suficientes para mostrar que as estratégias de saúde na área de reprodução não podem ignorar o pai. Na década de 70, o pesticida dibromocloropropano foi proibido quando ficou comprovado que causava esterilidade permanente em agricultores nos Estados Unidos e na Costa Rica. Considerações de ordem política explicam a relutância do governo norte-americano em aceitar a ligação entre exposição ao herbicida Agente Laranja (dioxina) e defeitos congênitos. Um estudo recente mostrou que os filhos de soldados que, no Vietnã, foram expostos ao Agente Laranja, tinham mais probabilidade de sofrer malformações (pé torto e problemas cardíacos) do que os filhos dos outros veteranos.
Fonte: The Economist, 23.02.1991
Um estudo realizado na Universidade de Boston mostrou que ratos machos — expostos ao óxido nitroso antes do acasalamento — produziam crias de menor peso e desenvolvimento mais lento do que as crias de machos não expostos ao gás.
Outra pesquisa, na Universidade de Maryland, revelou que ratos machos — expostos a níveis mínimos de chumbo — produzem crias com graves alterações no desenvolvimento cerebral. O mesmo estudo mostrou que crias de machos expostos à morfina tinham mais dificuldade em aprender.
Doses baixas cumulativas de radiação também podem provocar danos. Uma pesquisa realizada na Inglaterra constatou que os filhos dos operários da usina nuclear de Sellafield eram 8 vezes mais propensos a contrair leucemia do que as crianças cujos pais não trabalhavam na usina.
Os cientistas não sabem explicar todos os mecanismos que prejudicam os espermatozóides. Segundo uma das teorias, o sêmen, por sofrer divisões antes da ejaculação, é especialmente vulnerável à ação de produtos químicos e à radiação. O material genético contido nos espermatozóides pode ser prejudicado. Segundo outra teoria, produtos químicos tóxicos no sêmen podem passar diretamente para a mulher e prejudicar o óvulo ou o aparelho reprodutor.
Quaisquer que sejam os mecanismos, há provas suficientes para mostrar que as estratégias de saúde na área de reprodução não podem ignorar o pai. Na década de 70, o pesticida dibromocloropropano foi proibido quando ficou comprovado que causava esterilidade permanente em agricultores nos Estados Unidos e na Costa Rica. Considerações de ordem política explicam a relutância do governo norte-americano em aceitar a ligação entre exposição ao herbicida Agente Laranja (dioxina) e defeitos congênitos. Um estudo recente mostrou que os filhos de soldados que, no Vietnã, foram expostos ao Agente Laranja, tinham mais probabilidade de sofrer malformações (pé torto e problemas cardíacos) do que os filhos dos outros veteranos.
Fonte: The Economist, 23.02.1991
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Fumo Passivo
A nova lei que cria ambientes livres de tabaco em São Paulo visa defender a saúde, principalmente, das pessoas que não fumam, mas acabam obrigadas a inalar a fumaça do cigarro daquelas que fumam. O tabagismo passivo, fumo de segunda mão, tabagismo involuntário ou exposição à fumaça do tabaco ambiental são diferentes conceituações do mesmo fenômeno.
O fumo passivo é um grave problema de saúde pública. Já está comprovado que não existem níveis seguros de inalação da fumaça de cigarros. Já no início dos anos 60, importantes instituições de saúde, como o Royal College of Physicians de Londres e o Surgeon General dos Estados Unidos, divulgaram dados apontando a relação entre fumo passivo e câncer do pulmão. Com o avanço das comprovações científicas sobre os males para a saúde pública, em 1971, os Estados Unidos já aprovavam leis protetoras aos fumantes passivos.
No começo da década de 80 foi divulgado o célebre estudo de Hirayama, no Japão, que avaliava a incidência de câncer de pulmão em pessoas que nunca haviam fumado. Esse estudo pioneiro, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa do Centro Nacional de Câncer, avaliando mais de 100 mil mulheres, demonstrou que esposas de fumantes apresentavam incidência dobrada de câncer pulmonar, quando comparadas às mulheres casadas com não fumantes.
Fonte: Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo
O fumo passivo é um grave problema de saúde pública. Já está comprovado que não existem níveis seguros de inalação da fumaça de cigarros. Já no início dos anos 60, importantes instituições de saúde, como o Royal College of Physicians de Londres e o Surgeon General dos Estados Unidos, divulgaram dados apontando a relação entre fumo passivo e câncer do pulmão. Com o avanço das comprovações científicas sobre os males para a saúde pública, em 1971, os Estados Unidos já aprovavam leis protetoras aos fumantes passivos.
No começo da década de 80 foi divulgado o célebre estudo de Hirayama, no Japão, que avaliava a incidência de câncer de pulmão em pessoas que nunca haviam fumado. Esse estudo pioneiro, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa do Centro Nacional de Câncer, avaliando mais de 100 mil mulheres, demonstrou que esposas de fumantes apresentavam incidência dobrada de câncer pulmonar, quando comparadas às mulheres casadas com não fumantes.
Fonte: Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo
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