domingo, 19 de dezembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pesquisa revela que gastos com cigarro comprometem o orçamento doméstico

TABAGISMO

Dados da Pesquisa Especial de Tabagismo, feita pelo Instituto Nacional do Câncer, Inca, revelam que além do cigarro fazer mal a saúde, também compromete o orçamento doméstico.

Segundo a pesquisa, uma família composta por um casal de fumantes, com idade entre 45 e 64 anos, moradores de uma cidade da região Sudeste do País, gasta, por mês, somente com cigarros, cento e vinte e oito reais e sessenta centavos.

Por ano, a despesa chega a mil quinhentos e quarenta e três reais e vinte centavos, valor que seria possível comprar uma geladeira, uma TV de LCD e até mesmo um computador.

O professor de Economia da Universidade de Brasília, Roberto Piscitelli explica que o cigarro é um bem de consumo imediato.

"As pessoas estariam abrindo mão, por exemplo, de bens de consumo durável, coisas que lhe trariam conforto e, sobretudo, coisas que lhes possibilitaria uma melhoria permanente de qualidade de vida.

Porque o cigarro pode ser considerado um bem de consumo imediato, como alimento. Quer dizer, se abre mão desse grau de conforto, dessa melhoria da qualidade de vida por um prazer efêmero, fulgaz, enfim".

O economista acrescenta que, segundo a pesquisa, um fumante de baixa renda, recebendo um salário mínimo, gasta em média cinqüenta e cinco reais em cigarro, ou seja, compra até cento e cinquenta maços por mês. Roberto Piscitelli afirma esse dinheiro poderia ser usado até mesmo no financiamento de uma casa própria.

"Se for família de baixa renda, dependendo dos programas habitacionais hoje disponíveis, o crédito mais fácil e do próprio prazo do qual a pessoa esteja disposta a pagar a prestação de uma casa, quer dizer, se esse valor não der pra pagar a totalidade da prestação, pelo menos ajuda no pagamento da prestação. Isso é muito relevante para as família de baixa renda."

O economista Roberto Piscitelli lembra que os valores da pesquisa foram calculados com base em 2008, quando o salário mínimo era de quatrocentos e quinze reais.(Ministério da Saúde)

OMS diz que cigarros electrónicos sabotam estratégia contra o tabaco

Alerta Os cigarros electrónicos apresentados como uma solução para deixar de fumar "sabotam as estratégias da OMS" de luta contra o tabaco, denunciaram hoje a Organização Mundial da Saúde e associações antitabaco numa conferência no Uruguai.

Os cigarros electrónicos são "uma ferramenta para sabotar as estratégias destinadas a encorajar as pessoas a deixar de fumar", defendeu Eduardo Bianco, director regional da Aliança para a Convenção-Quadro da OMS pela luta antitabaco (CCLAT).

Os mais de 170 países que subscreveram o primeiro tratado internacional destinado a reduzir o consumo de tabaco, que entrou em vigor em Fevereiro de 2005, estiveram reunidos pela quarta vez esta semana em Punta del Este.

Os cigarros electrónicos, também chamados de e-cigarros, que são apresentados como uma forma de ajudar os fumadores a deixar de fumar, são geradores de aerossóis cuja forma lembra a dos cigarros "normais" e que produzem fumo artificial aromatizado, com ou sem nicotina.

As empresas que comercializam esse produto afirmam ser menos nocivo que os cigarros tradicionais e defendem que constituem uma solução para ajudar os consumidores a deixar o vício de fumar, o que é contestado pela OMS e por outras organizações não governamentais.

"Os cigarros electrónicos são apresentados como um instrumento certificado para deixar de fumar, mas não existem provas científicas que apoiem essa afirmação", lembrou Eduardo Bianco.

De acordo com um relatório da CCLAT, o aumento do consumo de cigarros electrónicos coincide com a entrada em vigor de leis que proibiram o tabaco em locais públicos.

Fonte: Diario de Notícias Globo

sábado, 2 de outubro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Cigarro: pesquisa divulga pelo IBGE..................

Cigarro: pesquisa divulgada hoje pelo IBGE mostra que 17,2% dos brasileiros fumam, 52,1% deles pensam em parar e, do total de fumantes, 93% afirmam saber que o cigarro pode causar doenças graves.

A Pesquisa Especial de Tabagismo (Petab), realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer1 (Inca), foi divulgada hoje e mostra que o percentual de ex-fumantes é maior que o de fumantes no Brasil, e que 93%dos fumantes têm conhecimento sobre o risco do cigarro causar doenças graves.

Os principais pontos da Pesquisa Especial de Tabagismo (Petab), realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde - com a atuação técnica do Instituto Nacional de Câncer1 (Inca) - e aplicada a uma subamostra (cerca de 51 mil domicílios) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008, são:

No Brasil, em 2008, 17,5% da população de 15 anos ou mais eram usuários de produtos derivados de tabaco (fumado ou não), o que correspondia a 25 milhões de pessoas.
Os percentuais de fumantes eram maiores entre os homens (21,6%), entre as pessoas de 45 a 64 anos de idade (22,7%), entre os moradores da região Sul do país (19,0%), entre os que viviam na área rural (20,4%), os menos escolarizados (25% entre os sem instrução ou com menos de um ano de estudo) e os de menor rendimento domiciliar per capita (19,9% entre os sem rendimento ou com menos de ¼ de salário mínimo).
A maior parte deles começou a fumar entre 17 e 19 anos de idade e, dentre os que fumavam diariamente, o mais comum era consumir por dia de 15 a 24 cigarros (cerca de um maço ao dia), sendo o primeiro cigarro do dia fumado entre 6 e 30 minutos após acordar.
Escolaridade é fator que impacta na idade de começar a fumar. Entre as pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo, a proporção dos que começaram a fumar antes dos 15 anos de idade chega a 40,8%.
A quase totalidade dos fumantes (93%) afirmava saber que o cigarro pode causar doenças graves, e um pouco mais da metade deles (52,1%) disse que pensava ou planejava parar de fumar, sendo que 65,0% dos fumantes informaram que as advertências nos rótulos dos cigarros fizeram pensar em parar de fumar.
Entre os não fumantes (82,8% da população de 15 anos ou mais de idade), 78,1% (64,7% da população de 15 anos ou mais de idade) nunca haviam fumado, percentual que era maior entre as mulheres (71,7% do total das mulheres de 15 anos ou mais) do que entre os homens (57%).
Os ex-fumantes (26 milhões de pessoas) eram 18,2% da população de 15 anos ou mais de idade e 22,0% dos não fumantes, em 2008. Isto mostra que o percentual de ex-fumantes é maior do que o de fumantes.
Entre os que pararam de fumar, predominam aqueles que deixaram o hábito há dez ou mais anos (57,3%) – situação que se verifica na divisão por sexo (60,1% dos homens e 53,3% das mulheres) e por situação de moradia rural (53,6%) e urbana (58,0%).
Mais da metade dos fumantes diz que planeja parar, mas só 7,3% no curto prazo.
Por outro lado, 57,1% dos fumantes brasileiros foram advertidos a parar de fumar (55,7% entre os homens e 58,5% entre as mulheres), sendo que as advertências foram mais frequentes no Sudeste (59,5%) e Sul (59,3%) e menos comuns na região Norte (49,9%).
O local mais apontado de exposição à fumaça produzida pelo consumo de tabaco por terceiros era a própria casa, por 27,9% do total de 15 anos ou mais de idade – percentual que chegava a 33,0% no Nordeste. A exposição no trabalho era relatada, em 2008, por 24,4% das pessoas acima de 15 anos que trabalhavam fora (11,6 milhões em números absolutos) – chegando a 26% no Sudeste. Já em restaurantes, o percentual alcançou 9,9% - indo a 12,3% no Sudeste.
Fumantes da região Sul gastavam, em média, quase R$100 por mês com cigarros.
65% pensaram em parar de fumar por causa das advertências nos maços de cigarro.
93% dos fumantes sabem que cigarro pode causar doenças graves.
Fonte consultada: IBGE

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ações em escolas e universidades de controle do tabagismo

10/2009
Escolas e universidades de Pernambuco recebem, a partir de hoje, oficinas de controle ao tabagismo. A ideia da Secretaria Estadual de Saúde (SES) é que os professores e estudantes trabalhem o assunto em sala de aula e que as instituições de ensino superior possam implantar mais ambientes livres do fumo.

A oficina acontece até amanhã no Park Hotel, em Boa Viagem, zona sul do Recife. Dois consultores do Inca (Instituto Nacional do Câncer) estarão presentes no encontro e vão mostrar como os professores podem trabalhar nas escolas o combate ao tabagismo como um tema transversal, que pode permear um assunto de matemática, português ou história

Representantes da Secretaria Estadual de Educação e das Gerências Regionais de Educação, além de diretores da Universidade de Pernambuco (UPE), foram convidados para participar do evento. De acordo com Graça Galvão, coordenadora do Programa Estadual de Controle ao Tabagismo, na ocasião serão discutidos os assuntos ligados ao plano estadual de controle ao tabagismo e realizadas mais parcerias, para que as ações, que são de responsabilidade dos municípios, possam ter um maior impacto na vida das pessoas.

Durante a oficina, a Secretaria de Saúde vai solicitar à UPE a implantação de um ambiente livre do fumo e tratamento para os fumantes que queiram parar o vício no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC).


Pernambuco contabilizou, no ano passado, 688 óbitos causados por câncer na traqueia, brônquio ou pulmão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 830 novos casos da doença surgiram apenas no ano passado no Estado, representando o segundo em maior incidência entre homens e o quarto em relação às mulheres. De acordo com o Inca, no
Brasil, o fumo é responsável por 90% das mortes por câncer nos órgãos do sistema respiratório, 25% dos óbitos causados por doenças coronarianas, 85% por doença pulmonar obstrutiva crônica e 25% por doenças cerebrovasculares.
Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Fonte:Diario de Pernambuco

quarta-feira, 25 de agosto de 2010