terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Além do vício em tabaco, nicotina é responsável por desenvolver câncer de mama



Fumar pode dar origem a vários tipos de câncer, isso não é novidade. Mas isso não acontece apenas devido aos danos que a fumaça do cigarro causa à mucosa pulmonar e ao sangue que passa por ele, como se pensava. Um novo estudo da Universidade Médica de Taipei (Taiwan),descobriu que a nicotina, ao se combinar com seu receptor (acetilcolina) faz mais do que promover o vício: influencia diretamente a formação de câncer de mama.

Assim, a nicotina se torna um vilão ainda mais nocivo do que já era, já que cumpre o papel duplo de agente viciador/cancerígeno. Para o câncer de mama, em particular, alguns grandes estudos epidemiológicos recentes têm sugerido que a relação com tabagismo é mais forte do que se pensava, mas tais pesquisas não foram acompanhadas de estudos de biologia molecular sobre a forma como isso funciona de fato.

Buscando estas respostas, os pesquisadores de Taiwan analisaram 276 amostras de tumor do câncer de mama, de doadores voluntários, para ver os efeitos que as sub-unidades da acetilcolina (um neurotransmissor) apresentavam no desenvolvimento de células cancerígenas na mama. Eles descobriram que o surgimento de tais células, via de regra, são uma resposta a mudanças químicas na acetilcolina. Como este neurotransmissor é alterado principalmente quando funciona como receptor da nicotina, a relação é direta.

Os autores do estudo, no entanto, pedem que não se tirem conclusões definitivas, devido à limitação do estudo. Pesquisas recentes mostram que a genética recepciona o tabaco de diferentes formas entre as raças humanas, e esta pesquisa analisou apenas pacientes asiáticas. De qualquer forma, os cientistas afirmam que a chave para se descobrir mais sobre o câncer está em estudos como este: que utilizem a biologia molecular, um campo ainda em desenvolvimento.



Fonte: Science Daily e site Hype Science

Além do vício em tabaco, nicotina é responsável por desenvolver câncer de mama


Fumar pode dar origem a vários tipos de câncer, isso não é novidade. Mas isso não acontece apenas devido aos danos que a fumaça do cigarro causa à mucosa pulmonar e ao sangue que passa por ele, como se pensava. Um novo estudo da Universidade Médica de Taipei (Taiwan),descobriu que a nicotina, ao se combinar com seu receptor (acetilcolina) faz mais do que promover o vício: influencia diretamente a formação de câncer de mama.
Assim, a nicotina se torna um vilão ainda mais nocivo do que já era, já que cumpre o papel duplo de agente viciador/cancerígeno. Para o câncer de mama, em particular, alguns grandes estudos epidemiológicos recentes têm sugerido que a relação com tabagismo é mais forte do que se pensava, mas tais pesquisas não foram acompanhadas de estudos de biologia molecular sobre a forma como isso funciona de fato.

Buscando estas respostas, os pesquisadores de Taiwan analisaram 276 amostras de tumor do câncer de mama, de doadores voluntários, para ver os efeitos que as sub-unidades da acetilcolina (um neurotransmissor) apresentavam no desenvolvimento de células cancerígenas na mama. Eles descobriram que o surgimento de tais células, via de regra, são uma resposta a mudanças químicas na acetilcolina. Como este neurotransmissor é alterado principalmente quando funciona como receptor da nicotina, a relação é direta.
Os autores do estudo, no entanto, pedem que não se tirem conclusões definitivas, devido à limitação do estudo. Pesquisas recentes mostram que a genética recepciona o tabaco de diferentes formas entre as raças humanas, e esta pesquisa analisou apenas pacientes asiáticas. De qualquer forma, os cientistas afirmam que a chave para se descobrir mais sobre o câncer está em estudos como este: que utilizem a biologia molecular, um campo ainda em desenvolvimento.
Fonte: Science Daily e site Hype Science

domingo, 9 de janeiro de 2011

A crise de abstinência de nicotina

Tinha até esquecido o quanto sofre o fumante para largar do cigarro. Parei há 23 anos e já não me lembrava das agruras pelas quais passei até ficar livre da dependência de nicotina que me escravizou durante 19 anos. Ao gravar uma série para a TV com seis personagens que pararam de fumar num mesmo dia, no entanto, revivi meu sofrimento e pude observar as dificuldades dos dependentes diante da crise de abstinência de nicotina.

O cigarro nada mais é do que um dispositivo para administrar droga. A nicotina inalada com a fumaça é rapidamente absorvida pelos alvéolos pulmonares, cai na circulação e chega ao cérebro num intervalo de seis a dez segundos. Inalada, chega mais depressa do que se tivesse sido injetada na veia, porque não perde tempo na circulação venosa. A velocidade com que a droga chega ao sistema nervoso central explica por que a primeira tragada traz alívio imediato ao fumante aflito.
No tecido cerebral, a nicotina se liga a receptores localizados nas membranas dos neurônios localizados em vários centros cerebrais. A integração desses circuitos é responsável pela sensação de prazer que os dependentes referem sentir ao fumar - e que os não-fumantes são incapazes de entender.

A droga é de excreção rápida. Sua meia-vida é curta: duas horas, em média. Isto é, metade da dose fumada é eliminada da circulação em duas horas. Por razões genéticas, essa velocidade de excreção varia de um fumante para outro; os que eliminam a droga mais depressa tendem a fumar mais. Grande parte dos que fumam dois ou três maços por dia é constituída por metabolizadores rápidos de nicotina.

A presença de outras drogas na circulação pode alterar a velocidade de excreção. É o caso do álcool, substância na qual a nicotina se dissolve com muita facilidade. Como o álcool é diurético, ao beber, o fumante excreta rapidamente na urina a nicotina nele dissolvida. A queda da concentração da droga no sangue desencadeia o desejo irresistível de fumar.

Viciados em nicotina, os neurônios do centro que integra as sensações de prazer, ao sentirem seus receptores vazios dela, estimulam outros circuitos de neurônios, que convergem para o chamado centro da busca. Esse centro é responsável por induzir alterações comportamentais com a intenção de nos obrigar a repetir ações que anteriormente nos trouxeram prazer: sexo, comida, temperatura agradável para o corpo, etc.

Uma vez que os centros do prazer ativam o centro da busca, este não pode ser mais desativado. O centro da busca permanecerá ativado mesmo que o prazer responsável por sua ativação deixe de existir. Por isso o fumante se surpreende ao acender um cigarro no toco do outro, o usuário de cocaína continua cheirando apesar do delírio persecutório que experimenta toda vez que usa a droga, e o jogador compulsivo é capaz de perder a casa da família em cima do pano verde.
Informados da falta de nicotina, os neurônios do centro da busca lançam mão de sua mais poderosa arma de persuasão comportamental: a ansiedade crescente. Tomado pela vontade de fumar, o fumante perde a tranqüilidade, fica agitado, nervoso e não consegue se concentrar em mais nada. Para ele, não existe felicidade possível sem o cigarro.

Como a nicotina é droga de excreção rápida, essas crises de ansiedade se repetem muitas vezes por dia. Para evitá-las, o fumante vive com o maço ao alcance da mão para acender um cigarro assim que surgirem os primeiros sinais, porque sabe que a intensidade dos sintomas da crise é crescente, insuportável. O cérebro aprende, então, que ansiedade e nicotina estão indissoluvelmente ligadas. Daí em diante, todo acontecimento que provocar ansiedade será interpretado por ele como resultante da ausência de nicotina. Por isso os fumantes levam imediatamente um cigarro à boca ao menor sinal de ansiedade ou diante da emoção mais rotineira. Por isso dizem que o cigarro os acalma.

O curto-circuito de prazer que a nicotina arma entre os neurônios provoca uma dependência química de forte intensidade, enfermidade cerebral crônica e recidivante. Para tratá-la, é preciso ensinar o cérebro novamente a funcionar como fazia antes de entrar em contato com a droga. Tal empreitada significa enfrentar a abstinência de nicotina, que se manifesta em crises repetitivas, muito mais intensas, desagradáveis e difíceis de suportar do que aquelas provocadas por drogas como cocaína, crack, maconha, ou álcool.

Os primeiros dois dias sem fumar são os piores. As crises se sucedem uma atrás da outra até atingirem freqüência e duração máximas em 48 horas. Nesse período, as manifestações incluem irritação, ansiedade, tremores, sudorese fria nas mãos, fome compulsiva, modificação do hábito intestinal, alterações da arquitetura do sono (insônia ou hipersônia), dificuldade extrema de concentração e alternância de episódios de apatia com outros de agressividade comportamental.
A partir do terceiro dia, a freqüência das crises e a intensidade dos sintomas começam a diminuir gradativamente, dia após dia. À medida que as semanas se sucedem, o desejo de fumar continua a manifestar-se, mas vai embora cada vez mais depressa.

Em média, seis meses depois de parar de fumar, a maioria dos ex-fumantes já consegue passar um ou outro dia sem se lembrar da existência do cigarro. Os neurônios começam a ficar livres da dependência que os sucessivos impactos diários de nicotina causaram em seus circuitos. É a liberdade do cérebro, que, para ser mantida, exige o preço da eterna vigilância, porque a doença é traiçoeira, crônica e recidivante.

Fonte:Dr Drauzio varella

domingo, 19 de dezembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pesquisa revela que gastos com cigarro comprometem o orçamento doméstico

TABAGISMO

Dados da Pesquisa Especial de Tabagismo, feita pelo Instituto Nacional do Câncer, Inca, revelam que além do cigarro fazer mal a saúde, também compromete o orçamento doméstico.

Segundo a pesquisa, uma família composta por um casal de fumantes, com idade entre 45 e 64 anos, moradores de uma cidade da região Sudeste do País, gasta, por mês, somente com cigarros, cento e vinte e oito reais e sessenta centavos.

Por ano, a despesa chega a mil quinhentos e quarenta e três reais e vinte centavos, valor que seria possível comprar uma geladeira, uma TV de LCD e até mesmo um computador.

O professor de Economia da Universidade de Brasília, Roberto Piscitelli explica que o cigarro é um bem de consumo imediato.

"As pessoas estariam abrindo mão, por exemplo, de bens de consumo durável, coisas que lhe trariam conforto e, sobretudo, coisas que lhes possibilitaria uma melhoria permanente de qualidade de vida.

Porque o cigarro pode ser considerado um bem de consumo imediato, como alimento. Quer dizer, se abre mão desse grau de conforto, dessa melhoria da qualidade de vida por um prazer efêmero, fulgaz, enfim".

O economista acrescenta que, segundo a pesquisa, um fumante de baixa renda, recebendo um salário mínimo, gasta em média cinqüenta e cinco reais em cigarro, ou seja, compra até cento e cinquenta maços por mês. Roberto Piscitelli afirma esse dinheiro poderia ser usado até mesmo no financiamento de uma casa própria.

"Se for família de baixa renda, dependendo dos programas habitacionais hoje disponíveis, o crédito mais fácil e do próprio prazo do qual a pessoa esteja disposta a pagar a prestação de uma casa, quer dizer, se esse valor não der pra pagar a totalidade da prestação, pelo menos ajuda no pagamento da prestação. Isso é muito relevante para as família de baixa renda."

O economista Roberto Piscitelli lembra que os valores da pesquisa foram calculados com base em 2008, quando o salário mínimo era de quatrocentos e quinze reais.(Ministério da Saúde)

OMS diz que cigarros electrónicos sabotam estratégia contra o tabaco

Alerta Os cigarros electrónicos apresentados como uma solução para deixar de fumar "sabotam as estratégias da OMS" de luta contra o tabaco, denunciaram hoje a Organização Mundial da Saúde e associações antitabaco numa conferência no Uruguai.

Os cigarros electrónicos são "uma ferramenta para sabotar as estratégias destinadas a encorajar as pessoas a deixar de fumar", defendeu Eduardo Bianco, director regional da Aliança para a Convenção-Quadro da OMS pela luta antitabaco (CCLAT).

Os mais de 170 países que subscreveram o primeiro tratado internacional destinado a reduzir o consumo de tabaco, que entrou em vigor em Fevereiro de 2005, estiveram reunidos pela quarta vez esta semana em Punta del Este.

Os cigarros electrónicos, também chamados de e-cigarros, que são apresentados como uma forma de ajudar os fumadores a deixar de fumar, são geradores de aerossóis cuja forma lembra a dos cigarros "normais" e que produzem fumo artificial aromatizado, com ou sem nicotina.

As empresas que comercializam esse produto afirmam ser menos nocivo que os cigarros tradicionais e defendem que constituem uma solução para ajudar os consumidores a deixar o vício de fumar, o que é contestado pela OMS e por outras organizações não governamentais.

"Os cigarros electrónicos são apresentados como um instrumento certificado para deixar de fumar, mas não existem provas científicas que apoiem essa afirmação", lembrou Eduardo Bianco.

De acordo com um relatório da CCLAT, o aumento do consumo de cigarros electrónicos coincide com a entrada em vigor de leis que proibiram o tabaco em locais públicos.

Fonte: Diario de Notícias Globo

sábado, 2 de outubro de 2010