segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Estudos observaram que o tabagismo está associado à demência

Estudos recentes observaram que o tabagismo está associado com um risco aumentado de demência. Autores dos EUA utilizaram modelos estatísticos para avaliar a associação entre o tempo informado de exposição domiciliar à fumaça do tabaco e o risco de demência em seis anos entre 970 indivíduos norte-americanos no estudo Cardiovascular Health Cognition Study, realizado entre 1991 e 1999, que nunca fumaram e que não apresentavam doença cardiovascular (CVD), demência ou déficit cognitivo leve no início do estudo.

Níveis moderados (16-25 anos) e altos (>25 anos) de exposição passiva à fumaça do tabaco não estiveram independentemente associados com o risco de demência. Entretanto, os indivíduos com mais de 25 anos de exposição, e mais de 25% de estenose da artéria carótida tiveram um risco 3 vezes maior de demência (HR 3,00) do que os indivíduos com nenhuma ou pouca (0-15 anos) exposição passiva à fumaça do tabaco e menos de 25% de estenose da artéria carótida.

A conclusão é que uma alta exposição passiva à fumaça do tabaco ao longo da vida pode aumentar o risco de demência em idosos com doença cardiovascular não diagnosticada.

A pesquisa foi publicada na revista American Journal of Epidemiology.

Fonte: American Journal of Epidemiology. Volume 171, Number 3, 2010. Pages 292-302

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

BENEFICIE-SE AO PARAR DE FUMAR






O tabagismo é uma doença e é a principal causa evitável de morte no mundo segundo a organização mundial da saúde.
Para cada Kg de tabaco usa-se 25kg de lenha, amplo uso de agrotóxicos – dano ao ecossistema e á saúde dos agricultores. A nicotina é tão potente que tem sido usada como pesticida.
O Brasil é o 6º maior consumidor de tabaco do mundo e tem uma das piores taxas anuais de mortes associadas ao fumo na América Latina - 32 mil dos cem mil estimados entre os latino-americanos.
As mulheres possuem maior risco de doenças vindas do tabagismo,
principalmente o câncer de pulmão e bexiga.
Os motivos que levam as pessoas a para parar de fumar são o desejo de serem bem vistas socialmente e a preocupação com a saúde.
Os Benefícios na saúde ao parar de fumar são imediatos;


Benefícios cronológicos sem uso do tabaco:

• 20 minutos depois de parar de fumar: a pressão sanguínea e as batidas cardíacas voltam ao normal;
• 8 horas depois: a quantidade de monóxido de carbono no sangue diminui pela metade, a oxigenação das células volta ao normal;
• 24 horas depois: o monóxido de carbono é totalmente eliminado do corpo e os pulmões podem começar a eliminar o muco e os resíduos da fumaça;
• 48 horas depois: o corpo não contém mais nicotina — o gosto e o olfato começam a melhorar. A transpiração deixa de cheirar a tabaco;
• 72 horas depois: os brônquios começam a relaxar e a respiração melhora;
• De 2 a 12 semanas depois: a circulação venosa melhora;
• De 3 a 9 meses depois: os problemas respiratórios e a tosse acalmam, a voz se torna mais clara e a capacidade respiratória aumentou 10%
• Após 1 ano o risco de sofrer infarto cai em 50% em relação a uma pessoa que continue fumando
• Após 5 a 10 anos o risco de câncer se aproxima da pessoa que nunca fumou

Benefícios sem uso do Tabaco:


• Há melhora do paladar e da função dos vasos sanguíneos.





• Sua capacidade pulmonar aumenta;





• Ausência do incômodo social: mau hálito e vestes impregnadas pelo tabaco podem gerar exclusão social;





• Mulheres em uso de anticoncepcional diminuem em 10 vezes o risco de trombose nas pernas;




• Diminuição das infecções respiratórias, alergias e bronquite;

• Risco reduzido de doenças cardiovasculares, infarto e derrame cerebral;
• Saudável desempenho nas atividades físicas e sexuais;




• Sem comprar cigarros, há economia de dinheiro;




• Menor probabilidade de envelhecimento precoce e aparecimento de rugas;




Silvia Ligabue
Psicoterapeuta e consultora em Programas de Qualidade de vida para empresas
11 28654845/51824544

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Canadá: Consumo de tabaco proibido no interior das prisões

Fonte: Diário Digital / Lusa & Sabrina Presman / Globalink Português

Data: 01-02-2006
O consumo de tabaco é proibido desde terça-feira em todos os estabelecimentos prisionais canadenses, anunciou uma porta-voz do Serviço correcional do Canadá.


Esta medida, aprovada em Julho passado, entrou em vigor terça- feira à meia-noite, nos 54 estabelecimentos prisionais do Canadá, precisou Catherine Bélanger.


Todavia, os reclusos serão autorizados a fumar ao ar livre ou em locais especialmente escolhidos, mas não nas celas, nem nas salas de visita, a fim de preservar também a saúde dos familiares, « com o objetivo de chegar à mesma evolução do que toda a sociedade», salientou.


Segundo Bélanger, o custo inicial da operação é avaliado em 233 dólares canadenses (164,7 euros) por cada pessoa que siga um programa de ajuda com o fornecimento gratuito de adesivos e medicamentos anti-tabaco, habitualmente não reembolsáveis.


Está ainda prevista uma campanha de sensibilização para os efeitos nefastos do fumo nas prisões com um orçamento de 800.000 dólares canadenses. A população prisional canadense elevou-se em 2004 a cerca de 12.000 pessoas, com apenas 400 mulheres encarceradas. O último estudo sobre o consumo de tabaco nas prisões remonta a 1996. Segundo as estatísticas, nesta data cerca de 75 por cento dos detidos eram fumadores.


Bélanger estima que este número baixou desde então devido às políticas de sensibilização, apesar de os fumadores estarem em maioria nas prisões.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

TABAGISMO

Ainda segundo a OMS, o fumo é uma das principais causas de morte evitável, hoje, no planeta. Um terço da população mundial adulta – cerca de 1,3 bilhão de pessoas – fuma: aproximadamente 47% da população masculina e 12% da população feminina fazem uso de produtos derivados do tabaco. Nos países em desenvolvimento, os fumantes somam 48% dos homens e 7% das mulheres, enquanto nos desenvolvidos, a participação do sexo feminino mais do que triplica, num total de 42% de homens e 24% de mulheres fumantes.

No Brasil, pesquisa realizada recentemente pelo Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), indica que 18,8% da população brasileira é fumante (22,7% dos homens e 16% das mulheres). Leia mais informações na página do Inca.

Fonte: Ministério da Saúde

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Relatório da OMS diz que só 5,4% vivem livre da fumaça do cigarro


Apenas 5,4% da população mundial vivem em lugares onde há leis que preveem ambientes livres de fumaça de cigarro, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado nesta quarta-feira sobre a epidemia mundial do fumo.

Os dados correspondem a 2008 e, apesar de o número ser realmente baixo, representa melhora em relação ao ano anterior, quando 3,1% da população mundial estavam protegidos por leis antifumo.

Em 2007, só dez países no mundo contavam com leis de espaços livres de fumaça, número que subiu para 17 em 2008: Austrália, Butão, Canadá, Colômbia, Djibuti, Finlândia, Reino Unido, Guatemala, Guiné, Irã, Irlanda, Maurício, Nova Zelândia, Panamá, Turquia, Uruguai e Zâmbia.

"Embora isso represente um progresso, o fato de mais de 94% das pessoas permanecerem desprotegidas e sem leis que lhes garantam ambientes limpos de cigarro mostra que ainda há muito a fazer", afirmou o diretor-geral adjunto para Doenças Não Comunicáveis e Saúde Mental da OMS, Ala Alwan.

"São necessárias ações urgentes para proteger as pessoas da morte e das doenças causadas pela exposição à fumaça do tabaco. Não há um nível seguro de exposição a ele", acrescentou.

A OMS decidiu enfatizar este ano a necessidade dos ambientes livres de fumaça de tabaco por constatar que a inalação de fumaça por fumantes passivos causa 600 mil mortes e perdas econômicas de mais de US$ 10 bilhões por ano. Das mortes, 64% correspondem a mulheres e 31% do total são menores.

Segundo a OMS, um terço dos adultos e 40% dos menores no mundo estão expostos à fumaça do tabaco. De acordo com o estudo, apenas 9% dos países do mundo têm leis para erradicar a fumaça de cigarro dos bares e restaurantes, e 65 países não tiveram qualquer avanço em políticas de espaços livres de fumaça.

A OMS denuncia esta situação e lembra que a aplicação de políticas de espaços livres de fumaça reduz a exposição dos fumantes passivos ao tabaco entre 80 e 90%, e ajudam os dependentes que querem abandonar o vício.

É por isso que o artigo oitavo da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, assinada em 2005 e ratificada por 160 países, fala sobre os ambientes livres de fumaça, embora só 17 tenham criado leis a respeito.

Para ajudar a implementar o estabelecido pela Convenção, foi criado um guia de diretrizes denominadas Mpower, que estabelecem seis níveis de atuação: controlar o uso e prevenir, proteger a população da inalação de fumaça, oferecer ajuda para deixar de fumar, alertar sobre os riscos, proibir publicidade e aumentar os impostos ao fumo.

No entanto, apenas 10% da população mundial vivem em países onde ao menos uma destas medidas é aplicada.

Além dos fumantes passivos, a fumaça inalada pelos fumantes ativos mata a cada ano 5 milhões de pessoas, o que transforma o tabaco na principal causa de morte evitável no mundo.

Os estudos da OMS demonstram, além disso, que, a menos que haja uma mudança radical na tendência, o fumo matará mais de 8 milhões de pessoas no mundo em 2030.

"No final deste século, o fumo poderia matar mais de 1 bilhão de pessoas se não houver ações rápidas", adverte a OMS.

Fonte : De Agencia EFE