A Pesquisa Especial de Tabagismo (Petab), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta sexta-feira, aponta que do total dos brasileiros de 15 anos ou mais de idade que fumavam derivados de tabaco em 2008, 52,1% afirmaram que pensavam ou planejavam parar de fumar. Segundo o IBGE, cerca de 24,6 milhões de pessoas se declararam fumantes, o equivalente a 17,2% da população com 15 anos ou mais. A pesquisa aponta ainda que 93% dos fumantes afirmaram saber que o cigarro pode causar doenças graves.
Entretanto, destes fumantes que pretendem largar o cigarro, apenas 7,3% manifestaram a intenção de parar de fumar no mês seguinte à pesquisa, que foi realizada em setembro de 2008. Cerca de 33,5% afirmara que pretendem parar de fumar algum dia, mas não nos próximos 12 meses.
A pesquisa aponta que advertência sobre os malefícios do cigarro, contida nos rótulos, provoca impacto nos fumantes. Cerca de 65% afirmaram que pensam em parar de fumar em razão das advertências.
Segundo o IBGE, o impacto dos rótulos foi menor na região norte do País, onde 59,6% afirmaram pensar em parar de fumar em razão das advertências. Já na região sudeste, o impacto foi considerado maior, com a influência de 66,7% dos fumantes. Nos Estados, o impacto dos rótulos foi maior em Roraima, onde 91,7% afirmaram pensar em parar de fumar, seguido por Rondônia, com 75,% e Distrito Federal, com 74,7%. Os menores índices estaduais estão no Amazonas, com 50,2%, em Alagoas, com 45,8% e no Acre, com 45,2%.
Região sul possui o maior número de fumantes
De acordo com o IBGE, a região sul do País possui o maior número de fumantes, com 19%. O centro-oeste e o sudeste são as regiões com os menores percentuais, com cerca de 16%.
O levantamento aponta ainda que, em 2008, homens e pessoas na faixa etária entre 45 a 64 anos de idade, representavam o maior percentual de fumantes do País, com o índice de 21,6% e 22,7%, respectivamente. Além disto, o percentual de fumantes de tabaco era maior na zona rural, com 20,4%, do que na urbana, com o total de 16,6%.
A escolaridade e rendimento domiciliar são fatores que contribuem para o tabagismo. Ao total, 25% das pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo fumavam em 2008. Além disso, 19,9% das pessoas sem rendimento ou com menos de um quarto de salário mínimo eram fumantes no ano passado.
Fumantes da região sul gastam cerca de R$ 100 mensais com cigarros
De acordo com o IBGE, os fumantes da região sul do País também eram os que mais gastavam dinheiro com a compra de cigarros industrializados, com o total de R$ 98,99 por mês. Os fumantes da região norte eram os que menos gastavam, com o total de R$ 59,97 mensais. Na média do País, os fumantes gastavam R$ 78,43 por mês com cigarros.
A pesquisa aponta também que bares, botequins e restaurantes eram os locais mais utilizados para compra de cigarros industrializados no Brasil, citados por 53,8% dos fumantes. Também foram citados com frequência os supermercados, mercadinhos e mercearias, com 21,7%, seguido por padarias e lanchonetes, com 14,8%.
Fumo inicia na adolescência
A maior parte dos brasileiros fumantes, cerca de 31,9%, afirmaram que começaram a fumar com 17 a 19 anos de idade. Ao total, 87,4% afirmaram que possuíam o hábito de fumar diariamente. O mais comum era consumir por dia de 15 a 24 cigarros, sendo o primeiro fumado entre 6 e 30 minutos após acordar.
Fonte:Terra
SEMEIE ESTA IDÉIA, A ESCOLHA É SUA! 55 11 2865-4845// 9129-6351//5182-4544 ligabue@grupopsicon.com.br
terça-feira, 27 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Médicos israelenses afirmam que tabagismo influi no QI
Reduzir Normal Aumentar Imprimir Pesquisa de uma equipe médica israelense concluiu que as pessoas que se tornam tabagistas têm Quociente Intelectual (QI) inferior aos que não adquirem esse hábito. A equipe, coordenada por Mark Weiser, do Centro Médico Sheba, do Hospital Tel Hashomer, foi feita com 20 mil soldados do Exército de Israel.
O estudo mostrou uma correlação direta entre a quantidade de cigarros consumidos e o QI de um indivíduo: quanto mais se fuma, menor é esse quociente. "As pesquisas deixaram claro que pessoas com baixo QI são justamente aquelas que decidem fumar. Não se trata de uma questão sócio-econômica", disse Weiser.
Para ele, essas conclusões serão úteis na orientação futura dos trabalhos de especialistas em saúde pública.
Fonte:Terra
O estudo mostrou uma correlação direta entre a quantidade de cigarros consumidos e o QI de um indivíduo: quanto mais se fuma, menor é esse quociente. "As pesquisas deixaram claro que pessoas com baixo QI são justamente aquelas que decidem fumar. Não se trata de uma questão sócio-econômica", disse Weiser.
Para ele, essas conclusões serão úteis na orientação futura dos trabalhos de especialistas em saúde pública.
Fonte:Terra
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Programa Antitabagismo:

Promoção da Saúde e Prevenção de doenças
Programa Antitabagismo:
SEMEIE ESTA IDÉIA, A ESCOLHA É SUA!
Para criar um ambiente livre do tabaco na sua empresa.
O Tabagismo:
* É considerado pela Organização Mundial de Saúde, a principal causa de morte evitável em todo mundo.
* Antes visto como estilo de vida e hoje reconhecido como uma dependência química expõe as pessoas a inúmeras substâncias tóxicas. (fonte: ministério da saúde)
O Grupo Psicon Implanta o Programa Antitabagismo para apoiar a seus colaboradores o abandono do uso do tabaco.
Objetivo deste Programa:
Promover o apoio necessário a cessação do uso do tabaco e com isto auxiliar a empresa a obter um ambiente saudável e reduzir a morbimortalidade por doenças relacionadas pelo uso do tabaco.
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Metodologia:
Utilizamos como linha de trabalho nos atendimentos individuais e em grupo, através de técnicas da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC).
Através dos encontros individuais podemos trabalhar as questões pessoais que possam dificultar a cessação do tabaco e os encontros grupais proporcionam a troca de experiências
e as orientações para o incentivo das mudança de hábitos e a conscientização dos malefícios do vício.
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Estratégia:
* Palestra informativa
* 12 encontros divididos entre grupais e individuais.
Contatos:
55 11 2865-4845//5182-4544
ligabue@grupopsicon.com.br
www.grupopsicon.com.br
domingo, 4 de abril de 2010
Tabagismo

Os números do tabagismo no mundo são alarmantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada dia, 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o planeta. Cerca de cinco milhões de pessoas morrem, por ano, vítimas do uso do tabaco. Caso as estimativas de aumento do consumo de produtos como cigarros, charutos e cachimbos se confirmem, esse número aumentará para 10 milhões de mortes anuais por volta de 2030.
Ainda segundo a OMS, o fumo é uma das principais causas de morte evitável, hoje, no planeta. Um terço da população mundial adulta – cerca de 1,3 bilhão de pessoas – fuma: aproximadamente 47% da população masculina e 12% da população feminina fazem uso de produtos derivados do tabaco. Nos países em desenvolvimento, os fumantes somam 48% dos homens e 7% das mulheres, enquanto nos desenvolvidos, a participação do sexo feminino mais do que triplica, num total de 42% de homens e 24% de mulheres fumantes.
No Brasil, pesquisa realizada recentemente pelo Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), indica que 18,8% da população brasileira é fumante (22,7% dos homens e 16% das mulheres).
Fonte:Inca
segunda-feira, 29 de março de 2010
Mulher busca mais ajuda do que homem para largar cigarro
Que as mulheres são mais sensíveis do que os homens, observam melhor o figurino nas festas e conhecem a fundo as vantagens de uma escova nos cabelos, isso todo mundo já sabe. A novidade sobre o sexo feminino é que elas se preocupam mais com a saúde. Pelo menos quando o assunto é o cigarro, o número de pessoas que buscam tratamento contra o fumo é maior no universo feminino das fumantes.
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado hoje, uma pesquisa do Centro Estadual de Tratamento de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), que acaba de ser divulgada, aponta que mais da metade das pessoas que procuram atendimento para abandonar o tabagismo é mulher. Dos 500 pacientes atendidos entre fevereiro de 2005 e fevereiro de 2006, 56,52% eram do sexo feminino e 43,48%, do masculino.
A administradora de empresas Milena Cascarelli, de 22 anos, foi uma das que, há cinco meses, optou por largar o vício. "Comecei a fumar muito cedo. Fui influenciada pelas minhas amigas e também por um namoradinho da adolescência. Só que depois nós terminamos e o meu atual companheiro odeia cigarro. Foram dois estímulos: a preocupação com a saúde e o respeito para não perder meu novo namorado", conta a jovem.
Os motivos apontados por Milena são os que prevalecem nas pacientes do Cratod. De acordo com o estudo, elas alegam que a rejeição dos homens é o principal fator, seguido pela redução da fertilidade e os riscos de doenças.
"Há uma grande diferença do significado do fumo para homens e mulheres. Elas adotam o cigarro como um companheiro, uma solução para suprir um vazio emocional. Já os homens fumam para aliviar estresse, inserção social e auto-afirmação", afirma a diretora do Cratod, Luizemir Lago.
No Centro de Tratamento Contra o Fumo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, no Paraíso, Zona Sul, o cadastro de pacientes também mostra que as mulheres são maioria. "Cerca de 60% dos nossos pacientes são do sexo feminino e 40% são homens", garante o pneumologista Ciro Kirchenchtejn.
Mas se parar de fumar não é uma das tarefas mais fáceis, para as mulheres a vaidade pode deixar o processo ainda mais complicado. Muitas engordam e abandonam o tratamento por causa disso. "Eu engordei 10 quilos em dois meses. Mas valeu muito a pena. Estou mais cheirosa, sinto os gostos dos alimentos. Parece que renasci", ressalta Solange Aparecida Toledo, de 31 anos, que há quatro meses faz o tratamento no Cratod.
Quem quiser receber orientações para deixar de fumar pode ir ao Shopping Market Place, na Zona Sul. O Hospital Oswaldo Cruz montou um estande no local para atender o público, entre 10h e 22h. O serviço é gratuito e vai funcionar até sexta-feira, 1° de setembro.
Drogas milagrosas contra o tabagismo são anunciadas todos os anos, mas ainda não existe algo tão eficiente quanto o tratamento multidisciplinar. Quem faz a afirmação é a pneumologista Andréa Barbieri, do Hospital Edmundo Vasconcelos. "No tratamento multidisciplinar, o fumante tem suporte psicológico, nutricional e medicamentoso. A necessidade é tratada em todos os níveis", diz Andréa.
Muito fumante ainda se recusa a abandonar o cigarro porque acha que vai ganhar peso. Infelizmente, eles estão certos. Sem várias substâncias nocivas que facilitam o emagrecimento, a maioria deles acaba não controlando bem a ansiedade e pode aumentar a alimentação. "Aí é que entra o trabalho do nutricionista", diz Andréa.
Os medicamentos agem no centro da vontade. Para os que se recusam a procurar tratamento medicamentoso alegando que a droga será mais tóxica que o cigarro, a pneumologista diz que a crença não é verdadeira. Os adesivos e chicletes de nicotina são administrados em doses controladas.
Das pessoas que tentam abandonar o vício, só 5% consegue sucesso sem o tratamento. "As que não conseguem, além de continuarem fumando, precisam conviver com o sentimento de frustração", diz a especialista.
Ainda de acordo com Andréa, o paciente que deixa de fumar com tratamento também tem chances de voltar a fumar, mas, se tentar parar novamente, terá mais possibilidades de alcançar o êxito outra vez, já que conhece o método.
Outro fator importante é cumprir todo o tratamento, que tem duração de três meses. "O paciente que faz por um mês tem pelo menos o dobro de chances de recaída do que o paciente que cumpriu todo o tratamento", avisa a médica.
ENTREVISTA
DORIT WALLACH VEREA, PSICÓLOGA ESPECIALISTA EM DEPENDÊNCIA QUÍMICA
Agência Estado - O que mudou no tratamento psicológico dos fumantes?
Dorit Wallach - O tabagismo ainda é algo difícil de se tratar, mas até pouco tempo atrás, só se falava em ‘força de vontade’. A maioria dos fumantes ainda não acredita que existe um tratamento, que mexe com os aspectos físico, emocional e comportamental.
Agência Estado - É difícil conseguir sucesso se nem todos os pontos são atacados?
Dorit Wallach - Parar de fumar de repente e sem ajuda não é eficiente, porque pode desencadear ansiedade, estresse e depressão. A dependência nicotínica envolve a inter-relação entre dependência física e psicológica e condicionamento do hábito.
Agência Estado - Como os fumantes enxergam o próprio vício?
Dorit Wallach - A maioria ainda não o vê como um problema de saúde, mas como ‘sem-vergonhice’, ou simplesmente dizem ‘tenho prazer em fumar e ponto’. Mas toda dependência química envolve prazer. No entanto, não é por prazer que você continua, mas por dependência.
Agência Estado - Como o tratamento psicológico funciona?
Dorit Wallach - Ele trabalha diversos aspectos, como a motivação, a sensibilização e a reflexão do paciente sobre o tabagismo. Através destes aspectos, ele consegue identificar o que o cigarro representa em sua vida.
Agência Estado - O que o cigarro pode representar?
Dorit Wallach - Pode simbolizar um prêmio, como naqueles casos em que a pessoa chega estressada do trabalho e diz ‘eu mereço um cigarrinho’. Pode também representar um companheiro, algo que está sempre ao seu lado. Tanto que alguns usuários sentem uma espécie de luto quando o abandonam. Na maior parte dos casos, o cigarro é um apoio emocional, que aplaca o nervosismo. Trabalhamos com essa conscientização e estratégias para lidar com a abstinência.
Agência Estado - Quais são elas?
Dorit Wallach - Uma estratégia é quebrar o automatismo. Sugerimos que a pessoa fume com a mão com a qual não está acostumada, ou o faça em outro horário que não o habitual. É uma espécie de terapia cognitiva.
Agência Estado - Quais são os índices de sucesso?
Dorit Wallach - Cerca de 72% das pessoas que tentam este tratamento conseguem abandonar o vício.
BOXE/NÚMEROS
30 MILHÕES
de pessoas fumam
em todo o Brasil
18 MILHÕES
do total de fumantes
são do sexo masculino
12 MILHÕES
dos que possuem o vício
são mulheres
80%
dos que consomem cigarro
querem largar o vício
100 MIL
brasileiros morrem
todo ano por causa do fumo
* estimativas do INCA
NOTAS
PRAZO DEFINIDO
Escolha uma data para parar de fumar e desfaça-se de todo cigarro que tiver. A idéia de parar com o fumo gradativamente dificilmente dá certo
DEPENDENTES
A nicotina aumenta a produção de substâncias psicoativas, como a dopamina e a serotonina, que são responsáveis pela sensação de prazer. Esta é a razão da dependência
TEMPOS DIFÍCEIS
O 1º mês é o mais crítico e este período é recheado de vários momentos de nervosismo, irritação e ansiedade. Para combater o desejo intenso de fumar, recomenda-se inspirar profundamente por 10 vezes, beber dois copos de água e fazer breves caminhadas
CUIDADO COM A BALANÇA
Algumas pessoas associam a ingestão de açúcar ao alívio da ansiedade. Porém, é necessário ter cautela com o excesso, já que seu peso pode aumentar
AJUDA DE ESPECIALISTAS
O apoio psicológico é muito importante para quem quer largar o vício. A família e os amigos podem contribuir com isso, se encararem o fumante como um dependente. Mas é importante combater o tabagismo e não o fumante
Fonte: ultimosegundo.ig.com.br
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado hoje, uma pesquisa do Centro Estadual de Tratamento de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), que acaba de ser divulgada, aponta que mais da metade das pessoas que procuram atendimento para abandonar o tabagismo é mulher. Dos 500 pacientes atendidos entre fevereiro de 2005 e fevereiro de 2006, 56,52% eram do sexo feminino e 43,48%, do masculino.
A administradora de empresas Milena Cascarelli, de 22 anos, foi uma das que, há cinco meses, optou por largar o vício. "Comecei a fumar muito cedo. Fui influenciada pelas minhas amigas e também por um namoradinho da adolescência. Só que depois nós terminamos e o meu atual companheiro odeia cigarro. Foram dois estímulos: a preocupação com a saúde e o respeito para não perder meu novo namorado", conta a jovem.
Os motivos apontados por Milena são os que prevalecem nas pacientes do Cratod. De acordo com o estudo, elas alegam que a rejeição dos homens é o principal fator, seguido pela redução da fertilidade e os riscos de doenças.
"Há uma grande diferença do significado do fumo para homens e mulheres. Elas adotam o cigarro como um companheiro, uma solução para suprir um vazio emocional. Já os homens fumam para aliviar estresse, inserção social e auto-afirmação", afirma a diretora do Cratod, Luizemir Lago.
No Centro de Tratamento Contra o Fumo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, no Paraíso, Zona Sul, o cadastro de pacientes também mostra que as mulheres são maioria. "Cerca de 60% dos nossos pacientes são do sexo feminino e 40% são homens", garante o pneumologista Ciro Kirchenchtejn.
Mas se parar de fumar não é uma das tarefas mais fáceis, para as mulheres a vaidade pode deixar o processo ainda mais complicado. Muitas engordam e abandonam o tratamento por causa disso. "Eu engordei 10 quilos em dois meses. Mas valeu muito a pena. Estou mais cheirosa, sinto os gostos dos alimentos. Parece que renasci", ressalta Solange Aparecida Toledo, de 31 anos, que há quatro meses faz o tratamento no Cratod.
Quem quiser receber orientações para deixar de fumar pode ir ao Shopping Market Place, na Zona Sul. O Hospital Oswaldo Cruz montou um estande no local para atender o público, entre 10h e 22h. O serviço é gratuito e vai funcionar até sexta-feira, 1° de setembro.
Drogas milagrosas contra o tabagismo são anunciadas todos os anos, mas ainda não existe algo tão eficiente quanto o tratamento multidisciplinar. Quem faz a afirmação é a pneumologista Andréa Barbieri, do Hospital Edmundo Vasconcelos. "No tratamento multidisciplinar, o fumante tem suporte psicológico, nutricional e medicamentoso. A necessidade é tratada em todos os níveis", diz Andréa.
Muito fumante ainda se recusa a abandonar o cigarro porque acha que vai ganhar peso. Infelizmente, eles estão certos. Sem várias substâncias nocivas que facilitam o emagrecimento, a maioria deles acaba não controlando bem a ansiedade e pode aumentar a alimentação. "Aí é que entra o trabalho do nutricionista", diz Andréa.
Os medicamentos agem no centro da vontade. Para os que se recusam a procurar tratamento medicamentoso alegando que a droga será mais tóxica que o cigarro, a pneumologista diz que a crença não é verdadeira. Os adesivos e chicletes de nicotina são administrados em doses controladas.
Das pessoas que tentam abandonar o vício, só 5% consegue sucesso sem o tratamento. "As que não conseguem, além de continuarem fumando, precisam conviver com o sentimento de frustração", diz a especialista.
Ainda de acordo com Andréa, o paciente que deixa de fumar com tratamento também tem chances de voltar a fumar, mas, se tentar parar novamente, terá mais possibilidades de alcançar o êxito outra vez, já que conhece o método.
Outro fator importante é cumprir todo o tratamento, que tem duração de três meses. "O paciente que faz por um mês tem pelo menos o dobro de chances de recaída do que o paciente que cumpriu todo o tratamento", avisa a médica.
ENTREVISTA
DORIT WALLACH VEREA, PSICÓLOGA ESPECIALISTA EM DEPENDÊNCIA QUÍMICA
Agência Estado - O que mudou no tratamento psicológico dos fumantes?
Dorit Wallach - O tabagismo ainda é algo difícil de se tratar, mas até pouco tempo atrás, só se falava em ‘força de vontade’. A maioria dos fumantes ainda não acredita que existe um tratamento, que mexe com os aspectos físico, emocional e comportamental.
Agência Estado - É difícil conseguir sucesso se nem todos os pontos são atacados?
Dorit Wallach - Parar de fumar de repente e sem ajuda não é eficiente, porque pode desencadear ansiedade, estresse e depressão. A dependência nicotínica envolve a inter-relação entre dependência física e psicológica e condicionamento do hábito.
Agência Estado - Como os fumantes enxergam o próprio vício?
Dorit Wallach - A maioria ainda não o vê como um problema de saúde, mas como ‘sem-vergonhice’, ou simplesmente dizem ‘tenho prazer em fumar e ponto’. Mas toda dependência química envolve prazer. No entanto, não é por prazer que você continua, mas por dependência.
Agência Estado - Como o tratamento psicológico funciona?
Dorit Wallach - Ele trabalha diversos aspectos, como a motivação, a sensibilização e a reflexão do paciente sobre o tabagismo. Através destes aspectos, ele consegue identificar o que o cigarro representa em sua vida.
Agência Estado - O que o cigarro pode representar?
Dorit Wallach - Pode simbolizar um prêmio, como naqueles casos em que a pessoa chega estressada do trabalho e diz ‘eu mereço um cigarrinho’. Pode também representar um companheiro, algo que está sempre ao seu lado. Tanto que alguns usuários sentem uma espécie de luto quando o abandonam. Na maior parte dos casos, o cigarro é um apoio emocional, que aplaca o nervosismo. Trabalhamos com essa conscientização e estratégias para lidar com a abstinência.
Agência Estado - Quais são elas?
Dorit Wallach - Uma estratégia é quebrar o automatismo. Sugerimos que a pessoa fume com a mão com a qual não está acostumada, ou o faça em outro horário que não o habitual. É uma espécie de terapia cognitiva.
Agência Estado - Quais são os índices de sucesso?
Dorit Wallach - Cerca de 72% das pessoas que tentam este tratamento conseguem abandonar o vício.
BOXE/NÚMEROS
30 MILHÕES
de pessoas fumam
em todo o Brasil
18 MILHÕES
do total de fumantes
são do sexo masculino
12 MILHÕES
dos que possuem o vício
são mulheres
80%
dos que consomem cigarro
querem largar o vício
100 MIL
brasileiros morrem
todo ano por causa do fumo
* estimativas do INCA
NOTAS
PRAZO DEFINIDO
Escolha uma data para parar de fumar e desfaça-se de todo cigarro que tiver. A idéia de parar com o fumo gradativamente dificilmente dá certo
DEPENDENTES
A nicotina aumenta a produção de substâncias psicoativas, como a dopamina e a serotonina, que são responsáveis pela sensação de prazer. Esta é a razão da dependência
TEMPOS DIFÍCEIS
O 1º mês é o mais crítico e este período é recheado de vários momentos de nervosismo, irritação e ansiedade. Para combater o desejo intenso de fumar, recomenda-se inspirar profundamente por 10 vezes, beber dois copos de água e fazer breves caminhadas
CUIDADO COM A BALANÇA
Algumas pessoas associam a ingestão de açúcar ao alívio da ansiedade. Porém, é necessário ter cautela com o excesso, já que seu peso pode aumentar
AJUDA DE ESPECIALISTAS
O apoio psicológico é muito importante para quem quer largar o vício. A família e os amigos podem contribuir com isso, se encararem o fumante como um dependente. Mas é importante combater o tabagismo e não o fumante
Fonte: ultimosegundo.ig.com.br
terça-feira, 23 de março de 2010
Cigarro e Fertilidade
Cigarro e Fertilidade
O cigarro é considerado o veneno reprodutivo mais potente do século vinte e um. Vários estudos científicos comprovam seu efeito deletério sobre a saúde reprodutiva.
A fumaça do cigarro contém centenas de substâncias tóxicas, incluindo a nicotina, monóxido de carbono, polônio radioativo, alcatrão, colesterol, fenol, ácido fórmico, ácido acético, chumbo, cádmio, zinco, níquel, benzopireno e substâncias radioativas, as quais afetam a função reprodutiva em vários níveis, como a produção dos espermatozóides, motilidade tubária (importante para a captação do óvulo que sai do ovário no momento da ovulação), a divisão das células do embrião, formação do blastocisto (embrião com mais de 64 células) e implantação.
Mulheres fumantes também podem apresentar maior incidência de irregularidade menstrual e amenorréia (falta de menstruação). A fertilidade é reduzida em 25% nas mulheres que fumam até 20 cigarros ao dia, e 43% naquelas que fumam mais de 20 cigarros, ou seja, o declínio da fertilidade tem relação direta com a dose de nicotina.
Durante a gestação, o fumo pode aumentar a incidência de placenta prévia (placenta baixa), descolamento prematuro da placenta e parto prematuro.
Deve-se sempre estimular as pessoas a parar de fumar, especialmente os casais que estão tentando engravidar e principalmente homens nesta situação que apresentam contagem de sêmen no limite inferior da normalidade. Entretanto, mesmo com contagem de sêmen normal, o fumo deve ser desencorajado.
Fonte:IPGO-Medicina da Reprodução
O cigarro é considerado o veneno reprodutivo mais potente do século vinte e um. Vários estudos científicos comprovam seu efeito deletério sobre a saúde reprodutiva.
A fumaça do cigarro contém centenas de substâncias tóxicas, incluindo a nicotina, monóxido de carbono, polônio radioativo, alcatrão, colesterol, fenol, ácido fórmico, ácido acético, chumbo, cádmio, zinco, níquel, benzopireno e substâncias radioativas, as quais afetam a função reprodutiva em vários níveis, como a produção dos espermatozóides, motilidade tubária (importante para a captação do óvulo que sai do ovário no momento da ovulação), a divisão das células do embrião, formação do blastocisto (embrião com mais de 64 células) e implantação.
Mulheres fumantes também podem apresentar maior incidência de irregularidade menstrual e amenorréia (falta de menstruação). A fertilidade é reduzida em 25% nas mulheres que fumam até 20 cigarros ao dia, e 43% naquelas que fumam mais de 20 cigarros, ou seja, o declínio da fertilidade tem relação direta com a dose de nicotina.
Durante a gestação, o fumo pode aumentar a incidência de placenta prévia (placenta baixa), descolamento prematuro da placenta e parto prematuro.
Deve-se sempre estimular as pessoas a parar de fumar, especialmente os casais que estão tentando engravidar e principalmente homens nesta situação que apresentam contagem de sêmen no limite inferior da normalidade. Entretanto, mesmo com contagem de sêmen normal, o fumo deve ser desencorajado.
Fonte:IPGO-Medicina da Reprodução
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